A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença autoimune crônica e degenerativa do sistema nervoso central, que afeta principalmente os adultos jovens. A EM é caracterizada pela inflamação e danos à mielina, a camada protetora que envolve os nervos, resultando em sintomas variados, como fadiga, problemas de visão, fraqueza muscular, dificuldade de coordenação e problemas cognitivos.
Embora a causa exata da EM seja desconhecida, acredita-se que seja uma interação complexa entre fatores genéticos e ambientais.
O diagnóstico da EM é baseado na história clínica do paciente, exame físico, exames de imagem, como a ressonância magnética (RM) e, às vezes, exames de líquido cefalorraquidiano.
A EM é classificada em quatro tipos:
Embora ainda não haja cura para a EM, existem várias opções de tratamento disponíveis para controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. Estes incluem medicamentos imunomoduladores e imunossupressores, terapias de infusão, terapia física e ocupacional, terapia cognitiva e apoio emocional.
Recentemente, houve um avanço significativo na compreensão da patogênese da EM, bem como no desenvolvimento de novas terapias. A pesquisa atual está focada em terapias personalizadas que se adaptam às características genéticas e clínicas individuais dos pacientes. Além disso, novas opções terapêuticas estão a ser estudadas, incluindo terapias celulares, terapias genéticas e novos medicamentos que visam diferentes aspectos da patogênese da EM.
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